PIBID - Filosofia

Projeto Vigente: Formação inicial e continuada do professor de filosofia da educação básica
Coordenador de área do subprojeto: Profa. Dra. Maria dos Remédios de Brito
Docente voluntário: Prof. Dr. Damião Bezerra Oliveira


Descrição:
O projeto se destina a fortalecer a formação do professor que atuará no Ensino Médio e se encontra cursando a licenciatura em Filosofia; mas se propõe, igualmente, a contribuir com a formação continuada dos professores dessa etapa de ensino, particularmente dos colaboradores das atividades de estágio, dentre os quais, os supervisores do subprojeto. Para o êxito da iniciação à docência em filosofia, reputa-se muito relevante que as três escolas parceiras tenham um histórico de colaboração consolidada – como campo de estágio – com a Faculdade de Filosofia da UFPA. Visa-se contribuir com a formação dos licenciandos diretamente envolvidos no presente subprojeto, mas igualmente, criar repercussões duradouras no processo formativo na Licenciatura em filosofia, e, por isso, destacamos a importância da formação do supervisor de estágio como tal, que é, por vezes, esquecido como alguém que exerce – como parte da função docente –, a de supervisor, e por essa razão necessita de formação adequada para exercê-la bem.
Esse é um aspecto que pode ser central para o fortalecimento das relações entre as escolas e a universidade. Sem confundir os objetivos, pretende-se relacionar as atividades do PIBID aqui proposto a experiências já vêm se desenvolvendo na Faculdade, como as Jornadas de Ensino de Filosofia, que são anualmente realizadas, podendo se dizer que elas possuem relevância nacional no que concerne à temática do ensino de filosofia. Considera-se o PIBID um dos meios para fortalecer, como se faz nas Jornadas, os intercâmbios da Universidade – via Faculdade de Filosofia – com o Sistema Público de Ensino do Estado, auxiliando, desse modo, na intensificação do diálogo e do conhecimento mútuo dessas instâncias formativas, de modo a colaborar com as demandas e desafios do ensino de filosofia na escola, bem como da formação do licenciando de filosofia na Universidade, buscando-se, no último caso, entre outros objetivos, a atualização do Projeto Pedagógico do Curso, especialmente no que concerne às atividades práticas e didático-pedagógicas, com destaque para os estágios supervisionados em docência de filosofia, didática da filosofia e laboratórios de ensino de filosofia. Portanto, o foco será a formação teórica, didática e metodológica de licenciandos e de professores da educação básica, envolvendo alunos do ensino médio das escolas selecionadas, em consonância com as exigências das políticas públicas educacionais e curriculares; mas também com as pesquisas e demais produções acadêmicas acerca do ensino e da formação do (a) professor (a) de filosofia, enfatizando-se, com igual força, os debates das temáticas emergentes no campo filosófico com relação ao fortalecimento da inclusão socioeducacional, filosofia da crise ecológica, direitos humanos, racismo, gênero, valorização de saberes de populares na reflexão filosófica e os desafios da cidadania democrática; unindo conteúdo e forma, serão realizadas, como parte da iniciação à docência, “experimentações” didático- pedagógicas e metodológicas inovadoras no campo de ensino-aprendizagem de filosofia, inclusive com o uso crítico e criativo de novas tecnologias digitais da informação e comunicação (Rodrigues; Berle; Kohan, 2018; Abreu; Oliveira, 2021).
Por fim, deve-se destacar os conhecimentos e bibliografias emergentes, referentes aos conteúdos filosóficos básicos, que são fundamentais para conceder relevância e atualidade de processos formativos, em um tempo em que são produzidas e divulgadas pesquisas que movimentam o estado do conhecimento, exigindo, por isso, agilidade das ações formativas e flexibilidade curricular, como vem solicitando a comunidade filosófica brasileira, o que se reflete na criação de GT`s da Anpof e em publicações recentes (Barbosa, 2021; Da Costa, 2022; Gelain, 2022; Marques, 2023; Souza et all, 2021, 2022; Jonas, 2006). Considerando a impossibilidade de qualquer curso de licenciatura oferecer uma formação definitiva – seja teórica ou metodológica –, uma vez que se vive em uma sociedade do conhecimento na qual é produzido e divulgado um volume impressionante de novos estudos e pesquisas diariamente; e em razão das situações de ensino e aprendizagem, na sala escola, não puderem ser antevistas de modo a só se precisar aplicar um conhecimento prévio ao caso; torna-se indispensável reforçar no licenciando a autonomia para o aprender a aprender, desenvolvendo com ele habilidades de pesquisa filosófica, dentre as quais a de uso eficiente e criterioso de fontes de investigação disponibilizados na Internet. Tudo isso deve contribuir com a práxis de um profissional – como é o docente – que precisa enfrentar com criatividade as contingências cotidianas (Gauthier et all., 1998).
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